64) Jair disse que deve haver imposição da vontade da maioria sobre as minorias e que o estado deve ser cristão e não laico, é verdade?

Um vídeo vinculado por vários sites esquerdistas e liberais criticou o Jair por seu discurso a favor da maioria e do estado cristão:

Ilisp

Mas para nós é uma surpresa, pois Jair já falou isso várias vezes! Mas como não tem como impedir seu crescimento esses coveiros vão desenterrar desde as falas mais antigas até espionar o celular alheio para ver se encontram algum podre (veja tópico 62*).

Antecipadamente você deve saber que o que ele falou foi uma ironia ao discurso da esquerda, que só sabe dizer sobre estado laico e defesa de minorias, como se não existisse mais nada por qual lutar.

Mas vamos a fala e sua explicação:

  • A) “Essa historinha de estado laico não! É estado cristão!”

Antes veja o Art.5 da constituição do VI ao VIII e o Art.19 da constituição – I, II, III assegurando a liberdade religiosa e os deveres do Estado perante isso.

A palavra “laico” advém do termo grego laikós (λᾱϊκός), significando “do povo” ou “leigo”; deriva ainda do adjetivo também grego laos (λᾱός) que significa simplesmente “povo”.
Logo dizer que um Estado é laico significa o mesmo que afirmar, que ele é do povo *.

Respondendo perguntas a leitores da revista ÉPOCA, Jair diz: “O Estado é laico, mas seu povo não. Somente católicos e evangélicos somam mais de 90% de brasileiros.
A religião é fator de união dos povos e não pode ser desassociada da família, dos bons costumes e da moralidade.”

Resumindo: o estado é laico, mas as pessoas não, não é laicista e nem ateu. Segundo o Marco Feliciano nesta entrevista* o estado não escolhe religião, mas permite que todos exerçam suas crenças se quiserem, tendo um país composto por 90% de cristãos* e maioria parlamentar cristã, é normal as manifestações e desejos cristãos na política. O antigo presidente da Câmara já havia dito que não podia fazer nada para impedir o ato dos parlamentares na câmara.

Mas durante um discurso para manifestantes (em 2016), ele deixa bem claro:

“A oportunidade que eu tenho de estar dentro do congresso e poder usar com todas as forças que Deus me deu, palavra em defesa da FAMÍLIA em defesa da SOCIEDADE, em defesa da LIBERDADE RELIGIOSA e da LIBERDADE DE EXPRESSÃO.”

Vox Populi, Vox Dei! Capiche?

  • B) “E as minorias descontentes, que se mudem! Vamos fazer o Brasil para as maiorias! As minorias tem que se curvar às maiorias! …As leis? (audio ruim)  devem existir para defender as maiorias! As minorias que se adequam ou simplesmente desapareçam!”

Veja um vídeo mais antigo, pegamos algumas partes, veja TODO O VÍDEO (Fevereiro de 2014).

Jair: “Maioria é uma coisa, minoria é outra… minoria tem que se calar, se curvar
diante a maioria, acabou…”

“Eu quero respeitar é a maioria e não a minoria, ta entendendo?

“Quando eu falo de morte é que uma MINORIA DE MARGINAIS aterrorizam a MAIORIA DE PESSOAS DECENTES, quando se fala em menor vagabundo como esse que foi preso lá no poste do RJ, você tem que ter uma política para aprisionar estes caras, buscar redução de maioridade penal e não defender esses marginais como se fossem excluídos da sociedade, não são excluídos, são vagabundos que devem ter um tratamento adequado… a minha
comissão não vai ter espaço para defender ESSE TIPO DE MINORIA….”

(2:15) Jair: “…movimento a favor do beijo gay? Pode beijar a vontade, a minha briga não foi contra homossexuais, sempre foi contra o material escolar, nós não podemos estimular crianças a partir dos 6 anos de idade a ser homossexuais como o PT vem fazendo…”

Repórter: “Qual a sua proposta para o homossexualismo?”

Jair: “Proposta nenhuma, por exemplo, se um homossexual for maltratado/violentado, a pena é o mesma para a pessoa que maltratar/violentar um heterossexual…

“…qualquer problema que acontece o elemento ta assaltando, ta roubando, e de repente descobre que ele é homossexual e é morto, ah! é homofobia…isso não existe.”

“…que respeitar homossexual? eles é que tem que nos respeitar… lá, besteiras como Seminário LGBT Infantil, KIT GAY, defesa de presidiários, os presídios do Brasil estão uma maravilha! Lá é para o cara pagar seus pecados e não para viver no SPA e vida boa…”

Repórter: “O senhor não pretende trabalhar para as minorias…?”

Jair: “Minoria? Que minoria? Dá exemplo de minoria.”

Repórter: “Negro”

Jair: “Negro? Qual a diferença minha para um negro? Me diga ele é inferior a mim? O Joaquim Barbosa chegou lá como? O Obama chegou lá como? É mérito! Se nós queremos democracia e meritocracia, tem que ser dessa forma, Art. 5 da constituição, não foi revogado ainda… TODOS NÓS SOMOS IGUAIS E PONTO FINAL…”

“Questão de negros ta falando aqui? Caso seja presidente serei daltônico! TODOS TERÃO A MESMA COR.”

“Não tem defesa nenhuma! Que defesa? O que que o negro ta sofrendo agora que agente possa melhorar com algum projeto de lei? Porque um cearense/nordestino tem que ter menos direitos que um Afrodescendente? Eles não são sofridos também?”

“Vocês que foram pervertidos que direitos humanos é defender a minoria, não é defender a minoria….”

“Nós temos que brigar para que TODOS NÓS SEJAMOS IGUAIS PERANTE A LEI”

Resumindo: Se todos nós somos iguais, independente de credo/opção sexual, etc, A ÚNICA MINORIA E MAIORIA É O POVO. Capiche?

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Resposta curta:

 

1-) O estado é laico, não laicista, nem ateu. Se você quer obrigar as pessoas a serem laicistas você não passa de um totalitário. Estado laico vem do grego “laikós” que quer dizer “do povo”. Bolsonaro já disse que o estado é laico, mas seu povo não (1), ou seja, somos por natureza um estado cristão!

2-) No discurso para manifestantes em 2016 ele deixa bem claro ser a favor da liberdade religiosa e de expressão (2).

3-) Ele já falou que minorias devem se curvar as maiorias em 2014 e em diversos discursos, mas que minoria? Os que se dizem vítimas da sociedade – os segregacionistas que querem dividir a sociedade. Para ele não existe minoria porque todos nós somos iguais, tendo os mesmo direitos e deveres perante a lei.  Logo independente de credo/opção sexual/ cor /etc, a única minoria e maioria é o POVO! (Veja o link 3)

(1) – http://guiame.com.br/gospel/mundo-cristao/bolsonaro-sou-um-catolico-que-frequentou-a-igreja-batista-por-10-anos.html

(2) – https://www.youtube.com/watch?v=eCJXkHJduPo

(3) – https://www.youtube.com/watch?v=ybote10acL4

7 Comentários

  1. GabrielCarlos
    ·

    Cada vez mais tenho a certeza que escolhi o candidato certo para 2018! Jair Messias Bolsonaro presidente do brasil!

    e Ja aproveitando para perguntar, votei em sp no João Doria (que fique claro, que foi por falte de opção) e gostaria de saber o que ele acha de Bolsonaro, pesquisei mas não achei nada, algum de vcs que participam da pagina sabem?

    Responder
  2. Jonh Aguido
    ·

    Muito sensato, grandes argumentos e eis a verdade, juntos por um Brasil melhor.

    Responder
  3. Rafael Abreu
    ·

    Algumas considerações. A expressão grega clássica «laos» (adj: «laikos»), expressão que designava o povo em lato sensu, em sentido amplo, tão abrangente ou tão universal quanto possível. O termo «laos» referia-se, portanto, à entidade população, ao povo todo, a toda a gente, sem excepção alguma.

    Da mesma expressão grega «laos»/«laikos» derivou igualmente, mas passando pelo latim, a palavra portuguesa leigo com o significado de não-clérigo, termo que gera frequentemente problemas, ao ser, acidental ou deliberadamente, confundido com a actual expressão laico, que tanto pode servir para designar um adepto ou um militante do laicismo como para adjectivar essa sua postura ou uma sua acção.

    Os mesmos gregos do período clássico utilizavam também a palavra «ethnos» (adj: «ethnikos») com semelhante significado de povo mas entendido em stricto sensu, sentido estrito, identitário e comunitarista, implicando a relevância de um qualquer atributo partilhado. O termo «ethnos» servia, então, para designar, por exemplo, os atenienses, os espartanos, os gregos, etc. e deu origem à palavra portuguesa etnia (adj: étnico) que hoje serve para designar conjuntos humanos social e culturalmente marcados por uma qualquer identidade comum e marcante, por exemplo: os portugueses, os ciganos, os europeus e, por uma extensão moderna do conceito, quaisquer agrupamentos sociais identitários – grupos de pertença, comunidades confessionais, etc. – dentro de uma dada sociedade, por exemplo: os corintianos, os católicos, os fumantes, os sulistas, …, etc.

    Laicismo designa, pois, um princípio, uma ideologia de matriz claramente humanista que, ao valorizar as dimensões mais universais do ser humano, entendido na sua individualidade plural, tem um sentido contrário ao etnicismo ou, melhor, aos etnicismos – regionalismos, nacionalismos, etc. – que, acima de tudo, valorizam as diferenças e os particularismos por que se podem afirmar os diferentes grupos humanos.

    Laicidade designa os diferentes modos concretos de esse princípio ser levado à prática e opõe-se à etnicidade que releva muito especialmente as diferenças e as identidades de grupo.

    O laicismo e a laicidade almejam, portanto – ou seja, por definição etimológica e histórica dos termos –, a construção de uma sociedade em que um qualquer grupo social de aspiração dominante, tenha ele a matriz étnica, que tiver (histórica, rácica, religiosa, linguística, estética, económica, etc.), se NÃO possa impor, autoritária e totalitariamente, autocraticamente, aos demais elementos que a integram; uma sociedade onde se constitua um espaço público que seja efectivamente pertença de TODOS os indivíduos que nela convivem, quer os que nela nasceram, quer os que a ela entretanto se arrimaram, sem excepção, todos eles isentos de constrangimentos autoritários de tipo identitário; uma sociedade livre, aberta e inclusiva, portanto.

    Numa tal sociedade, o Estado, enquanto entidade política que assume e gere o contrato social estabelecido pelos indivíduos que a constituem, tem um papel fundamental na garantia de que esse espaço público permanece NEUTRO, ou seja, ISENTO de marcas identitárias particulares, e que se mantém disponível para o uso de todos os elementos que a integram, sem excepção, assegurando, designadamente, que nenhum grupo social, tenha ele a matriz étnica que tiver (histórica, racial, religiosa, linguística, estética, económica, etc.), dele se possa apropriar, em moldes exclusivos e permanentes.

    Para cumprir esse objectivo, o Estado laico tem que se assumir neutro, equidistante das diversas opções social e culturalmente possíveis e, designadamente, incompetente em todas a matérias que relevam da crença e/ou da convicção – sempre individual e particular – dos indivíduos que compõem a sociedade que o estabelece e legitima, reconhecendo-lhes e assegurando-lhes, contudo e em toda a sua extensão, o direito de livre e autonomamente se organizarem e afirmarem associativamente pelas diferentes afinidades identitárias que entre si entendam fazer relevar social e culturalmente.

    Responder
    1. Rafael Abreu
      ·

      Ou seja, o fato de a maioria do povo brasileiro, em stricto sensu, ser cristã, o Estado é laico, em lato sensu, o que não confere influência ou o interferência dá religião em neste.

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  4. ·
  5. Jorge olivera
    ·

    Serio que Bolsonaro falou isso tudo? Nossa não sabia que ele era tão inteligente, obrigado a esse blog que expressa tão bem as ideias do Bolsonaro, agora ele tem meu voto.

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